A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga a morte de Jessica Conceição da Cruz, que passou dois meses internada após realizar uma cirurgia estética em uma unidade do Grupo Celita Toledo, unidade privada de saúde situada nas Laranjeiras, zona sul do Rio.A morte de Jéssica aconteceu no sábado (19/9) e marca o terceiro óbito de um paciente após procedimento realizado na mesma clínica, conforme apurou o Metrópoles. Leia também SaúdeMorte após injeção em salão: aplicação não deve ser feita fora de clínicas Mirelle PinheiroDono de clínica é denunciado por morte de idosos prensados em elevador Mirelle PinheiroFalso médico é preso após morte em clínica de aborto no Rio São PauloClínica de coleta de óvulos foi autuada 3 vezes antes de morte de juíza De acordo com as investigações, em 14 de julho, a mulher foi até uma das unidades do Grupo de Saúde Celita Toledo para fazer os respectivos procedimentos: remodelamento costal, lipoaspiração e abdominoplastia.Jessica passou pela cirurgia e foi liberada um dia depois, em 15 de julho. Após a alta, ela teve dor intensa, febre, retornou ao hospital e precisou ser internada em 19 de julho. Segundo a PCERJ, a paciente foi submetida a “diversas intervenções médicas” durante a internação.Depois de 67 dias internada, Jessica não resistiu e morreu por “peritonite fecal por complicação cirúrgica decorrente de perfuração intestinal”, segundo o atestado de óbito.Polícia apura possibilidade de novas vítimasConforme o delegado Wellington Vieira, titular da Delegacia do Consumidor (Decon), Jéssica passou por “dois meses de sofrimento”, após o procedimento. Segundo ele, há a possibilidade do número de vítimas ser maior, pois há mulheres com medo de denunciar ou sofrendo coação.Outra paciente que morreu foi Isabely Viana, de 42, após passar por uma abdominoplastia em 12 de junho. Durante o procedimento, ela teria sofrido uma queda brusca dos sinais vitais e uma parada cardiorrespiratória. Isabely permaneceu cinco dias internada e morreu.A terceira morte será detalhada pela Decon, que investiga a relação das mortes com os procedimentos realizados na rede.Um dos donos da clínica está presoPor causa das denúncias, a Decon realizou uma operação no início de julho em unidades da rede. Durante a ação, Adriano Silva do Nascimento se apresentou como um dos proprietários de um dos estabelecimentos do grupo.Durante as buscas, os agentes encontraram medicamentos vencidos, o que levou à prisão em flagrante de Adriano por crimes contra as relações de consumo. Ele foi liberado após pagar fiança.As unidades são vinculadas à candidata a deputada federal Celita Toledo (Republicanos). O Metrópoles contatou a assessoria da parlamentar e o espaço segue aperto para manifestos.







