Mirelle Pinheiro

Homem é condenado por matar capitã do Exército e tentar forjar suicídio
Homem é condenado por matar capitã do Exército e tentar forjar suicídio · Imagem: Reprodução

Elton Hilton transferiu dinheiro da vítima e armazenou ampolas de medicamentos e catéter para simular que ela tirou a própria vida

Homem é condenado por matar capitã do Exército e tentar forjar suicídio
Homem é condenado por matar capitã do Exército e tentar forjar suicídio · Imagem: Source: www.metropoles.com

Giovanna Sfalsin

25/09/2026 15:40

Reprodução

Um homem, identificado como Elton Hilton Herculano de Lima foi condenado a 25 anos de prisão por matar a companheira, a capitã médica do Exército Rosangela da Silva Santos do Nascimento, e tentar simular que ela havia cometido suicídio. A decisão foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta sexta-feira (25/9).

O crime ocorreu em março de 2023, no apartamento da vítima, no bairro do Cachambi, Zona Norte do Rio.

Segundo a 2ª Promotoria de Justiça Junto ao IV Tribunal do Júri da Capital, os dois mantinham um relacionamento amoroso quando o réu provocou a morte da médica por asfixia e intoxicação exógena, com intenção de matá-la.

Na sentença, o Juízo destacou que, com base nas provas reunidas no processo, o acusado planejou o crime e tentou simular que ela teria tirado a própria vida. Para isso, teria transferido dinheiro da vítima e armazenado ampolas de medicamentos e catéter.

No entanto, a versão foi afastada pelas provas periciais e pelo relato do médico socorrista. Segundo a sentença, não foram encontradas marcas de picada ou seringas que sustentassem a hipótese de suicídio.

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O homicídio foi considerado cometido por motivo torpe, porque o réu não aceitava o fim do relacionamento; por meio cruel, devido à asfixia associada à intoxicação exógena; e com recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi atacada dentro da própria casa sem motivo para suspeitar da agressão.

Os jurados também reconheceram que Rosangela foi morta em razão da condição de mulher, caracterizando o crime como feminicídio.

Além disso, a sentença considerou as consequências do crime para os pais de Rosangela. Ambos têm mais de 70 anos e, segundo o processo, perderam definitivamente a única filha e a principal rede de apoio e afeto na velhice.

Durante a definição da pena, a Justiça destacou ainda a culpabilidade acentuada do réu, que era estudante de Direito e havia estagiado em Vara Criminal especializada em Tribunal do Júri.