São Paulo, BrasilHá duas formações que preocupam a CBF.Hugo Souza, Matheuzinho, Marquinhos, Victor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães, Estêvão, Raphinha, Endrick e Vini Jr.Nike, Itaú, Ambev, Vivo, Cimed, Sadia, Volkswagen, Uber, Ifood, Google e Azul.A primeira é o time que Ancelotti definiu para enfrentar a amanhã, a fraquíssima Austrália, no primeiro amistoso do Brasil, depois da vexatória campanha nos Estados Unidos.A Seleção foi eliminada nas oitavas-de-final, repetindo 1990, na Itália. Naquele Mundial, Sebastião Lazaroni foi defenestrado, demitido imediatamente.A segunda é a dos 12 principais patrocinadores que, juntos, bancam cerca de R$ 1,1 bilhão ao ano para a CBF. E estas marcas usam a Seleção para propagar seus produtos. Precisam que o time vença para estabelecer uma ligação próxima com os consumidores. Não que seja motivo de aborrecimento, frustração, com derrotas seguidas, de rejeição, como está acontecendo nos últimos anos.O último título da Seleção foi a Copa América, em 2019. Há sete anos! Disputada no Brasil.Desde então só desilusões. Copa América de 2021. Copa do Mundo 2022. Copa América 2024 e Copa do Mundo 2026.Conquista de Copa do Mundo? No longuínquo 2002.Ancelotti confirma a necessidade de vitórias. Seja qual time for. Tenha o potencial que tiver. É preciso tirar o ranço de equipe que acumula derrotas da Seleção Brasileira.“Para nós o importante é jogar bem, é começar a ganhar jogos. A verdade é que estes jogos podem ser uma oportunidade para alguns. “Acredito que temos uma base e temos de seguir com esta ela, de jogadores que jogaram a Copa do Mundo, que podem ajudar na progressão dos nossos jovens que aqui temos”, disse hoje, na sua coletiva antes do jogo.Vivido, Ancelotti tratou de valorizar o ‘invalorizável’. A Seleção da Austrália. Até porque, se o Brasil cumprir sua obrigação. amanhã, e vencer, o triunfo passa a ser mais impressionante, para aqueles que acreditarem piamente nas suas palavras. E esquecer a fragilidade real dos australianos.“Eles foram muito bem (na Copa dos Estados Unidos). O Tony [Popović] fez um trabalho fantástico, porque organizou um time fantástico, muito compacto, forte defensivamente, com um fantástico contra-ataque. “Ganharam um jogo fantástico contra a Turquia, perderam nos pênaltis contra o Egito. Acho que no futebol moderno não há jogo fácil. Você tem que preparar bem o jogo, você tem que respeitar o rival e fazer o seu melhor.”Sim, o treinador italiano que comanda o Brasil usou o adjetivo fantástico três vezes ao se referir ao time australiano...A mudança em relação à Seleção que fracassou nos Estados Unidos está nos nomes. Não na forma de jogar.Hugo assume a vaga de Alisson, Matheuzinho no de Danilo, Vitor Reis no de Gabriel Magalhães, Danilo no de Casemiro, Estêvão no de Rayan e Endrick na vaga de Matheus Cunha.Ninguém ocupa o importante lugar na reserva de Neymar que, finalmente, está fora dos planos da Seleção de vez.A renovação era obrigatória por conta do período final da carreira dos jogadores que atuaram na Copa dos Estados Unidos.Preocupante segue a teimosia de Ancelotti em montar o Brasil extremamente ofensivo. Por conta da falta de meias talentosos. Até porque o italiano é injusto com Matheus Pereira, ótimo articulador do Cruzeiro.Ancelotti quer que Raphinha se reveze com Vinicius Júnior na armação das jogadas. O que é um grave erro, já que os dois se destacam no Barcelona e no Real Madrid por serem agudos.Independente de nomes, ter apenas Danilo Santos e Bruno Guimarães na marcação de contragolpes adversários é muito arriscado.Pode ser que funcione contra a Austrália, Índia, Somália, Guiana Francesa, Malásia. Mas diante de forças como Argentina, Espanha, França, não. O meio-campo aberto no futebol moderno, de alto nível, é convite à derrota.Mas Ancelotti está convencido que o Brasil deixará de ser o time de domínio de bola para ser o reativo, o de contragolpes mortais.Foi assim que a Seleção fracassou nos Estados Unidos.O Brasil acumula 24 anos sem conquista de Mundiais. Igual o período entre 1930 a 1954, quando foi difundido o ‘Complexo de Vira-Lata’, pelo escritor Nelson Rodrigues. O de que a Seleção tinha excelentes jogadores, mas tremia diante dos adversários, principalmente os europeus.O que acontece agora, com Ancelotti, é diferente. O Brasil não tem protagonistas, os melhores do mundo não nasceram deste país. Desde 2010, a geração é de coadjuvantes que não conseguem formar um time que se imponha aos demais países.Depois da eliminação da Copa para a Noruega, país sem tradição vitoriosa nem na Europa, o Brasil recomeça sua caminhada amanhã. O adversário, escolhido a dedo, pela CBF é a Austrália, 28ª no ranking da Fifa. O país foi eliminado nos dezesseis avos do Mundial, caiu diante do Egito.Mas na avaliação de Ancelotti é um time ‘fantástico’.Tanto que a CBF marcou dois amistosos com a Austrália, 28ª no ranking da Fifa.Um amanhã, em Towsville, e outro na terça-feira, em Brisbane.Antes de outro poderoso confronto, contra a Índia, dia 3 de outubro, em Calcutá.O selecionado indiano ocupa a 138ª colocação no ranking da Fifa.O Brasil?Ainda é o quinto...















