No total, 22 atletas da Série A já poderiam dar entrada na dupla cidadania pelo tempo de moradia no país

23 set 2026 - 15h33

(atualizado às 15h47)

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Arrascaeta é um dos jogadores estrangeiros que já poderiam solictar a dupla cidadania brasileira

Foto: Reprodução/X/@Flamengo

A partir de 2027, os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro precisarão se adequar à nova regra proposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que reduz o limite de estrangeiros por equipe. Para além das adequações do elenco com a negociação de jogadores, existe a alternativa da dupla cidadania para os atletas que não nasceram no Brasil, mas já poderiam dar entrada com o pedido. Atualmente, 23 jogadores estão dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Governo Federal.

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Qualquer atleta estrangeiro que possui dupla cidadania não será contabilizado na nova regra da CBF, que começará com oito jogadores inscritos por rodada em cada clube, e diminuirá progressivamente até 2030, quando o teto será de apenas cinco nomes. O exemplo mais recente que utiliza a “brecha” da dupla cidadania é o zagueiro Walter Kannemann, do Grêmio, que atua há uma década no futebol do país e conseguiu sua naturalização brasileira em março de 2026.

O processo de dupla cidadania do zagueiro gremista durou cerca de dois anos e o defensor precisou cumprir as regras determinadas pela Lei de Migração do Brasil. O principal pré-requisito é o tempo de moradia no país. Atualmente, é exigido que o estrangeiro more há pelo menos quatro anos em território nacional. Mas outros itens são considerados para solicitar o processo, como a comunicação em língua portuguesa, considerando as condições do naturalizando, e não possuir condenação penal.

Dessa forma, qualquer jogador que atue no Brasil desde antes de 2023 já poderia solicitar a dupla cidadania. Vale ressaltar que essa “brecha” não é uma garantia de que o atleta ou o clube queira realizar o processo de naturalização. Um dos casos em andamento é o do goleiro Augustín Rossi, que joga no Flamengo. O jogador está no Rubro-Negro desde 2023 e deu entrada no pedido de dupla cidadania em outubro de 2025.

Outra alternativa que pode ser utilizada para evitar a regra dos estrangeiros serve se o atleta tiver raízes familiares brasileiras. Ou seja, filhos de um pai ou mãe brasileiros pode solicitar a cidadania ao Governo Federal. Esse processo de naturalização não impede que os jogadores joguem por suas seleções e nem garante que um estrangeiro esteja autorizado a atuar pela Seleção Brasileira caso ele já tenha vestido a camisa do seu país.

Arrascaeta, do Flamengo, pode solicitar sua dupla nacionalidade para não ser contabilizado como estrangeiro pela CBF, mas ele não poderia jogar pela Seleção por já ter disputado jogos oficiais pelo Uruguai, por exemplo. Mas seu companheiro Rossi, que ainda não tem partidas oficiais pela Argentina, pode ser convocado por um treinador quando tiver o seu processo de naturalização concluído, desde que não tenha atuado com os argentinos.
A seleção argentina utilizou esse mecanismo para garantir que Lionel Messi não fosse convocado pela seleção da Espanha. Ainda menor de idade, o atacante do Barcelona jogou uma competição de base pelo seu país de origem e ficou impedido de ser convocado pelos espanhóis.
Hoje, a regra da Fifa mudou e estabelece que um atleta pode fazer até três jogos oficiais na seleção do seu país antes dos 21 anos. Ou atuar pelo elenco de base e depois pelo time principal de outro país, desde que já tenha a dupla nacionalidade também antes dos 21 anos.
Jogadores que podem pedir a dupla nacionalidade
No Brasileirão Série A, são 23 atletas que podem pedir a dupla nacionalidade, sendo que quatro deles são do Flamengo, clube que mais possui atletas de fora do Brasil residindo no país há pelo menos quatro anos. Na sequência, aparecem o Palmeiras e Vitória, com três nomes.
No total, 11 times da primeira divisão têm jogadores que cumprem o pré-requisito do tempo de moradia, alguns por terem jogado por mais de uma equipe no Brasil. São os casos de Isidro Pitta, que vestiu a camisa do Cuiabá e agora do RB Bragantino, Germán Cano, que chegou para jogar no Vasco e hoje defende o Fluminense, assim como Soteldo, que já jogou no Santos, Grêmio e agora no tricolor carioca.
- Atlético-MG: Alan Franco
- Bahia: Michel Araújo e Acevedo
- Flamengo: Arrascaeta, Agustín Rossi, Guillermo Varela e Erick Pulgar
- Fluminense: Germán Cano, Agustín Canobbio e Soteldo
- Grêmio: Villasanti
- Internacional: Gabriel Mercado
- Palmeiras: Gustavo Gómez, Flaco López e Joaquín Piquerez
- RB Bragantino: Isidro Pitta e Andrés Hurtado
- São Paulo: Arboleda e Calleri
- Santos: Miguelito
- Vitória: Brítez, Emmanuel Martínez e Pochettino
Fonte: Portal Terra
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